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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Cicloaventura pela Serra da Canastra (Serra da Babilônia)


5.º CicloTour Serra da Canastra - Serra da Babilônia

   Maio de 2012. Novamente me junto aos amigos do Mountain Biker's Brasil para participar do 5.º Ciclotour Serra da Canastra! Resolvi voltar pela terceira vez a este lugar maravilhoso, veja aqui como foi a primeira e a segunda cicloaventura, por vários motivos. Primeiro, é claro, pela companhia dos amigos mas também por ainda não conhecer a parte baixa da Casca d'Anta, lugar de paisagens e belezas exuberantes que, tenho certeza, jamais esquecerei! Vejam abaixo como foi a nossa aventura.
   E para não passar em branco é claro editei um vídeo com os melhores momento da viagem! Foram tantas as fotos que até agora fico na dúvida se escolhi as melhores... mas, enfim, está ai o vídeo pronto... Espero que gostem!


Os preparativos

   Para mim todo os preparativos para a aventura começaram na semana da viagem porque somente em cima da hora consegui confirmar a minha presença. Depois de todos aqueles momentos digo tranquilamente que valeu muito a pena ter participado de mais esta edição do CicloTour!

A viagem

   Consegui carona com meu grande amigo Marcos Goes e juntos nos encontramos com o restante da trupe em Jaguariúna/SP com o pessoal já animadíssimo para pegar a estrada! E vejam que ainda tínhamos umas 6 horas de viagem pela frente hein...
  Os quilômetros foram passando, passando e o cansaço provocado pela falta de uma boa noite de sono nos pegou. Paramos na estrada para tomar um café e a partir deste ponto deixei o Marcão descansar um pouco né. Assim eu assumi o pilot e continuei o percurso até a Canastra. Felizmente não tenho sono quando dirijo e a viagem correu tranquila! E vejam só como fomos recebidos quase chegando à pousada! 

A chegada na Pousada Babilônia e a merecida soneca!

   Chegando na Pousada Babilônia fomos recebidos com um café da manhã tipicamente mineiro, com direito a café com leite, queijo fresco, frutas e pão de queijo! Humm, deu água na boca agora! kekeke. O clima estava frio e eu estava morrendo de sono, por isso acabei recusando o convite para a caminhada que rolou de manhã. Montei minha barraquinha e cai para dentro viu. Só acordei assando lá dentro com o Sol já a pico! rsrsrs

Aquecendo os motores... Trilha até a Cachoeira do Quilombo

   Depois da breve soneca e de um almoço reforçado percorremos uma trilha bem tranquila, de menos de 10 km, até a Cachoeira do Quilombo. Durante este breve percurso já foi possível vislumbrar o que nos aguardaria no dia seguinte! Certamente muita coisa boa estava por vir ainda.
   Já na cachoeira aproveitamos para curtir o local e tirar muitas fotos! O único pesar foi não termos chegado ali antes para poder ficar mais tempo. Uma pena mesmo. Mas ok, no futuro vamos aproveitá-la melhor e quem sabe percorrer uma outra trilha que descobrimos que parte de lá.
   A noite aproveitamos para brincar com as máquinas digitais tirando algumas fotos noturnas. É claro que ficamos deslumbrados ao observar o verdadeiro céu noturno! "Verdadeiro" porque aqui em nossa região é impossível contemplar toda a sua beleza devido a poluição luminosa!


Trilha de MTB até o Parque Nacional da Serra da Canastra

   Durante o percurso até a cachoeira encontramos algumas pedreiras pelo caminho! kekeke. Na ida enfrentamos a temida Serra Branca, uma subidaça cheia de pedras e cascalho solto. Ali só as mountain bikes e os 4x4 conseguem subir viu! 
   ...mas também  pegamos algumas descidas né, afinal ninguém é de ferro! 
   Ainda no percurso de ida aproveitamos para almoçar e renovar as energias antes de chegar ao parque.
   O Parque Nacional da Serra da Canastra foi criado por decreto em 1972 sendo administrado primeiramente pelo IBAMA e agora, mais recentemente, pelo ICMBio. É um local muito bonito para se visitar e é lá que encontramos a famosa Cachoeira Casca d'Anta com seus 186 metros de altura!


   Após aproveitarmos bastante os momentos diante daquele belo cenário iniciamos o retorno para a pousada ainda maravilhados com toda aquela natureza. Assim deixamos o parque no meio da tarde e, de cara, já pegamos mais uma subida das boas!
   Conforme planejado realizamos parte do retorno a noite. Antes de alcançarmos o topo da Serra da Babilônia paramos por alguns instantes para acompanhar uma expedição de Jipeiros que passava por nós. Os mais educados, a maioria deles, acenavam para gente dando aquela força mas sempre encontramos uns poucos sem este espírito de solidariedade né!
   Durante a trilha noturna, na minha opinião uma das partes mais legais do percurso, não enfrentamos o frio que esperávamos no topo da Babilônia. Ufa, sorte nossa viu! De quebra ainda pudemos presenciar mais um belo espetáculo que foi acompanhar o por do Sol lá de cima!
   Pudemos reencontrar, e eu pela primeira vez, o famoso Canastrão, ou seria Canascão, rsrsrs, cachorro que nos acompanhou por longos 25 km até o retorno a pousada.
   Com os faróis ligados enfrentamos bravamente as dificuldades da descida da Serra Branca não abusando (um pouquinho só talvez! rsrsrs) da descida! Como eu, o Mario e o Goes descemos um pouco mais rápido  que o pessoal tivemos o privilégio de ver os faróis da galera ainda lá em cima da serra. Surreal!
   Depois de mais algum tempo de pedal chegamos finalmente a pousada. Lá todos se cumprimentaram e foi possível ver nos olhos de cada um de nós a alegria por mais esta aventura realizada. Afinal nem todos tem estas oportunidades na vida não é?!
   Depois de um belo banho e de um farto jantar nos reunimos para petiscar algo e para tocar violão! Eu, como não sei cantar e nem tocar acompanhei como pude... ou seja, balancei a cabeça né! kkkkk

O retorno

   Domingo de manhã desmontamos as barracas e nos despedimos da Dona Eliomar, a proprietária da pousada. Pegamos a estrada de volta para casa e fizemos uma viagem tranquila chegando todos bem casa. O único incidente que aconteceu no retorno foi com a Astro que teve a mangueira hidráulica do freio serrada por uma linha com cerol! snif, snif. Vejam só o perigo disso! Ainda bem que foi ela e não a garganta de um motociclista hein! Mas enfim, são coisas que acontecem e isso não tirou o brilho da viagem!

Agradecimentos

   Aos meus amigos canastreiros: Cynthia, Goes, Gustavo, Jota, Lurdinha, Marcio, Marcos, Mario, Marisa, Tião e Zwi! Além deles agradeço também ao  meu tio Luiz por me emprestar a barraca. Sem ela as noite seriam muito mais frias na Canastra! kekeke. Agradeço também ao Marcio pelo empréstimo do seu farol, ele foi essencial na descida da Serra Branca! Nem imagino como seria estar lá sem ele!



Registro fotográfico e trilha em GPS

   Pessoal, seguem abaixo mais fotos da nossa aventura assim como as trilhas mapeadas em GPS. Divirtam-se!


>> Fotos do Jota <<
>> Fotos do Goes (1.º dia) - (2.º dia) <<


Abraços,
nos vemos,
Denis Rodrigues



sábado, 12 de março de 2011

Cicloaventura pela Serra da Canastra (2º CarnaCiclo)

 
   Fala galera! Seguindo o que já está se tornando uma tradição este ano novamente me aventurei pelos caminhos da Serra da Canastra em Minas Gerais. Diferentemente do ano passado este ano fui muito bem acompanhado! Meus caros parceiros do Domingueiras Bike Campinas e do MTB Jaguariúna foram os amigos de pedal desta vez! Então vamos aos nomes dos caveiras (os apelidos e as histórias... e tem cada história... eu conto logo abaixo!).

1 - Adriel, não faltaram risadas hein Prateado! kkkkk
2 - Albert, surpreendeu no pedal! Caveira na descida!
3 - Ciça, digamos que ela tem um segredo para afugentar o frio, risos
4 - Denis, risos, de mim não vou falar nada não! Os outros é que falem. kkkkk
5 - Jota, organizou um show de pedal! "Jota. Brigado Jotaaa!"
6 - Leandro, na volta comeu o misterioso X-EGG! kkkkk
7 - Pedro, capitão Nascimento. Missão dada é missão cumprida!
8 - Sebastião, soldado Matias. Vai ser promovido!
9 - Zwi, bastião da cultura! Gostou? Achei no Orélho. kkkkk

Para quem não entendeu nada siga lendo que eu tento explicar ok!

Preparativos

   Carnaval chegando, a galera louca para pedalar e um lugar com trilhas hiper legais não tão longe daqui... Mistura interessante não?! Então, não podia acabar diferente! Pegamos tudo isso, misturamos e colocamos (aqui o maior mérito vai para o Jota é claro!) uma pitada de organização... Depois de tudo misturado o resultado. 2º Carnaciclo na Serra da Canastra!!! 

Dia 05, partida de Campinas e a caminhada na lama!


   O tão aguardado dia chegou. Ebaaaa! Assim nos dirigimos, eu, Pedro e Tião para nosso ponto de encontro na casa da Ciça. Lá nossa queria companheira de pedaladas e de aventuras nos esperava com uma deliciosa surpresa! Esfirras e Kibes  quentinhos que, lógico, não recusamos é claro! Aproveitamos para colocar o papo em dia, falar sobre o tempo e nossas expectativas sobre a aventura... Terminada a conversa e com todo mundo satisfeito partimos para Jaguariúna para encontrar o restante do pessoal na casa do Jota.

   Chegando em Jaguariúna fomos as apresentações! Conheci o Leandro e o Adriel (duas figuraças do MTB!!!) e apresentamos o Tião para a galera! Aguardamos mais um tempinho o Zwi e o Albert chegarem, checamos o resto da bagagem e partimos rumo a São Roque de Minas! O maior trecho deste percurso eu já conhecia da minha viagem anterior a Serra da Canastra, quando acampei em Delfinópolis no Carnaval do ano passado... Vejam abaixo as distâncias aproximadas:




Abaixo seguem as distâncias aproximadas que percorremos...

Cidades Distância entre cidades Acumulada
Campinas 0 0,0
Jaguariúna 28,0 28,0
Mogi Mirim 36,0 64,0
Mogi Guaçu 7,5 71,5
Casa Branca 64,5 136,0
Mococa 37,0 173,0
Arceburgo 16,5 189,5
Monte Santo de Minas 26,5 216,0
São Sebastião do Paraíso 35,0 251,0
Itaú de Minas 36,0 287,0
Passos 18,0 305,0
Capitólio 71,3 376,3
Piumhi 22,2 398,5
São Roque de Minas - Pousada Casca Danta 96,1 494,6


    Partimos da casa do Jota às 01h30 e fizemos uma viagem foi muito tranquila. Pegamos pouco trânsito nos dirigindo para o sul de Minas, mas nossa companheira inseparável, a chuva ("serração mineira", risos), nos acompanhou até a chegada. Algumas vezes mais forte, outras mais fraca... mas sempre presente. Quase chegando ao nosso destino paramos em um posto a beira para "esticar as pernas" com dizem por ai e presenciamos uma cena inusitada! Dois colegas, um em pé, querendo cair no mundo com a sua moto e um outro ainda deitado, provavelmente de recuperando da folia da noite anterior... Até ai tudo normal a não ser pelo afeto demonstrado ao acordar o companheiro dorminhoco que levava repetidos chutes (a famosa bica) para despertar e espantar a preguiça! Bom, não posso dizer que é afetuoso mas que acorda, acorda! risos  

  Pouco tempo depois chegamos em São Roque de Minas e nossa pousada. Descarregamos as tralhas e a maioria de nos dormiu até a hora do almoço para recuperar as forças... A tarde demos mais uma enrolada no tempo e logo depois disso resolvemos fazer uma expedição de reconhecimento, a pé, para verificar como estava o terreno no qual pretendíamos pedalar. Só sei que quem estava mais limpo só não tinha lama no cabelo! hahaha!



   Foi nesta caminhada que a expressão caveira (termo que usamos para tudo que considerávamos difícil e radical) foi cunhada! Surgiu também uma brincadeira entre nós na qual começamos a chamar o Tião de soldado Matias (até que parece né! kkkkk) e o Pedro e o Jota de capitão... (Ok, surrupiamos mais algumas frases do filme confesso!). Imaginem só a enxurrada de piadas e brincadeiras que fizemos depois disso... Foi ou não foi soldado? kkkkk
 


   Depois daquele lamaçal resolvemos fazer um pedalzinho light na esperança de um tempo melhor na segunda. A noite jantamos em um restaurante próximo à pousada, conversamos bastante e fomos descansar mais cedo. Antes disso demos uma passada na cafeteria do Raul, ciclista que veio de SP e se instalou em São Roque com a sua família...

Dia 06, pedal até Vargem Bonita

  
   Acordamos todos de manhã e fomos tomar café. Durante o desejum, e com a chuva caindo, resolvemos realizar um pedal light (hahahahaha!!!) até a cidade de Vargem Bonita.


Decidido isso, e todos devidamente alimentados partimos. A ida até Vargem foi realmente muito tranquila, pudemos aproveitar a paisagem e tirar alguma fotos durante o percurso.
A cidadezinha fica em um vale e na sua chegada tem um decidão de botar medo! No final dela atravessamos o Velho Chico e entramos na cidade. Neste ponto demos uma paradinha para reagrupar a galera e tivemos a chace de conhecer mais um companheiro de pedal, o Valdir, que nos acompanhou durante o pedal. Depois fa galera reunida resolvemos fazer um tour pela cidade procurando um lugar para almoçar. Andando pelo centro encontramos um senhor muito simpático, cidadão típico de Vargem Bonita, cantor, que nos deu uma palinha de seu repertório. Aproveitamos o momento para prestigiá-lo na cantoria e para tirar algumas fotos!

   Exatamente neste momento passaram (e pararam! vixi!) 3 ciclistas com a bikes lotadas de barro da Canastra. Perguntamos onde estavam indo e eles, 2 garotas e um rapaz, nos disseram que estavam indo até a Casca d'Anta... Claro que não perderam a oportunidade de fazer uma pequena gozação com as nossa bikes limpinhas... Naquela hora senti que a moral do grupo deu uma balançada... Mas este encontro serviu para atiçar ainda mais nossa gana por uma boa trilha!

   Nos despedimos daquele senhor (cantor) e do pessoal do MTB e fomos almoçar. Encontramos um restaurante na frente da igreja da cidade e decidimos ficar por ali. Almoçamos tranquilamente e aproveitamos a praça na frente para descansar um pouquinho antes da volta para São Roque... O legal é que fizemos isso ao som do forró da Lagartixa! Vai o refrão ai para curtirem também!!! kkkkk

    "Ele não é gay, ele não é bicha ele só tá dançando a dança da lagartixa..."

   Cara, impagável a música! Imagina o refrão repetido umas cem vezes, com a galera cantando e dançando no meio da rua! kkkkk, acho que nunca mais vou esquecer a letra! kkkkk "Ele não é g..." ops! Deixa prá lá!
    Descansados resolvemos partir! Levantamos acampamento e pegamos o caminho de volta. Depois de enfrentar a subidinha (ufa!) na saída da cidade pedalamos mais um trecho até o trevo da cidade. Chegando lá decidimos retornar pela terra para sujar um pouquinho as bikes né! Assim decidido enfrentamos a nossa segunda aventura (primeira em cima da magrela) na lama! No início a trilha, apesar de escorregadia, não estava muito pesada não, mas com o passar dos quilômetros começamos a enfrentar o barro pesado. Só sei que de tempos em tempos tive que parar a bike para destravar a relação e a rodas (isso mesmo! as rodas!) que ficaram travadas devido a quantidade de barro que grudava nelas! Apesar da dificuldade e dos tombos, da Ciça, do Albert e do Valdir (esqueci alguém?) por causa do chão que mais parecia um sabão não tivemos maiores contratempos. No finalzinho da trilha, quase chegando em São Roque, enfrentamos o pior trecho da trilha com a lama impedindo qualquer tentativa de pedal (só o caveira do Leandro passou pedalando no trecho mais hard!). Enfrentados os desafios chegamos na pousada de alma lavada (pensando no trio de bikers que encontramos em Vargem) e de corpo sujo! E bota sujo nisso! risos
  
Já na pousada, depois do banho tomado e das bikes limpas, resolvemos variar o cardápio e pedimos lanches para comer! Foi ai que surgiu o causo do X-EGG! Todos pedimos lanches "tradicionais" para comer, tipo frango com bacon, X-TUDO mas um de nós resolveu diversificar né Leandro. kkkkk Ele pediu um singelo X-EGG mas acabou comendo um um X-Milho mesmo. kkkkk Explicando melhor o X-EGG não tinha ovo! Pode isso? Vixi! Bom, a segundo causo envolvendo comida foi meu! Ai ai ai ai! Mas este fica para daqui a pouco, para a viagem de retorno!

   Depois de muita zoação fomos dormir pensando no derradeiro dia! O pedal até a parte alta da Casca d'Anta!

Dia 07, visita a Casca d'Anta

    No dia anterior tivemos a oportunidade de fazer amizade com  um grupo de jipeiros de Bauru! O pessoal é gente finíssima como diria eu mesmo! Conversamos sobre as nossas aventuras e sobre nossas paixões! É claro que não podia faltar na conversa a chuvarada que insistia em cair e a lama que estava por todo lugar que passávamos... Foi ai que eles resolveram nos ajudar no pedal do dia seguinte! Explicando melhor, até a subida da encosta da montanha que leva a entrada do parque da Serra da Canastra existe um trecho muito ruim de estrada de terra de uns 3 km aproximadamente! O pessoal do jipe, que adora um barrinho para enfrentar com os possantes, resolveu nos ajudar com a travessia deste trecho... Não nos fizemos de rogados (já conhecíamos aquele trecho da caminhada do primeiro dia) e aceitamos a carona até o início da subida de 5 km! Assim arrumamos um pretexto para dar uma voltinha nos jipes também né! risos

Assim, acordamos bem cedo e ajeitamos as bikes na carretinha deixando ela preparada para engatar no jipe! Demos uma acelerada no café para não atrasar nosso companheiros e embarcamos! Como o trecho era curto chegamos rápido ao pé do morro, descarregamos as bikes e agradecemos enormemente a cortesia! Fizemos os últimos ajuste no equipamento e começamos a subida! Infelizmente devido ao trecho escorregadio e esburacado que passamos o cambio da bike do nosso colega Adriel sofreu uma pequena avaria! Mas missão dada é missão cumprida né Prateado! Caveira que é caveira sobe morro com lama mesmo com marcha faltando!

Assim, apesar deste pequeno contratempo enfrentamos 5 km de subida e um desnível de mais de 600 metros rumo a entrada do parque na parte alta da Serra da Canastra com o objetivo de atingir a Casca d'Anta. Na subida, para variar, tivemos que lavar as bikes 2 vezes para desgrudar o barro (mais precisamente argila) que insistia em tomar conta da relação da bike. E olha que isso não foi preciosismo não viu! Se não tirasse acredito que o material não ia dar conta não... (meu conceito de barro mudou depois disso). Foi cunhada até uma nova expressão (fala ai Albert, rsrsrsrs) que diz o seguinte: "Não quer barro? Vai pedalar no Taquaral!" kkkkk Usamos esta pérola no pedal inteiro para brincar uns com os outros!

   Depois do sobe sobe sobe chegamos finalmente a entrada do parque. Pagamos a entrada (R$ 6,50 por pessoa) e continuamos o pedal! Pedalamos por paisagens lindíssimas e, desta vez, sem a nossa companheira chuva até chegar a nascente do rio São Francisco.


   Aproveitamos para tirar algumas fotos, e a Ciça para abraçar o Santo (isso não seria um pecado??? risos), antes de continuar o pedal até a cachoeira. Durante o pedal pude contemplar o quão magnífica é a natureza que nos cerca... Pena que este equilíbrio seja tão tão tênue nos dias de hoje com a exploração desenfreada dos recurso naturais do planeta... Considerações a parte foi um momento legal para refletir sobre a vida, sobre os nossos desafios do dia a dia e para contemplar a natureza.

   Acompanhando (ou tentando né Jota, risos) meu recente mas já grande amigo Jota chegamos no Curral de Pedra antes do pessoal. Aproveitamos para tirar algumas fotos e para conversar sobre a nossa sorte de não estar pegando chuva durante o pedal... Reunida a galera resolvemos comer alguma coisa antes de continuar o pedal até Casca d'Anta. 

   Continuamos a caminhada, ops, pedalada, e chegamos finalmente a parte alta da Casca d'Anta! Posso garantir que o lugar é realmente tudo aquilo que disseram, ou seja, maravilhoso! Imaginem um local cercado de vegetação nativa, com um rio de águas límpidas e uma cachoeira enorme caindo de mais de 180 metros de altura! Imaginou? Então esqueça ok! Tem que ir lá pessoalmente para ver com os próprios olhos o que estou dizendo! Aproveitamos bastante os encantos do lugar, comemos bastante, enchemos as mochilas de hidratação com a água da montanha e iniciamos o retorno!

   A volta também foi tranquila, bem mais leve que a ida (pelo menos dentro do parque porque a trilha estava melhor e não encontramos subidas fortes) o que facilitou o pedal... Chegamos a portaria do parque aproximadamente 18h20, no comecinho da noite, (Caveiraaaaa!) e preparamos os faróis para a descida que iríamos enfrentar... Leandro, Ariel e eu descemos primeiro. A galera aproveitou o hiper, mega, master farol do Jota e desceu na cola dele sem maiores problemas... Descendo com o meu farolzinho meia boca acabei alcançando uma Tucson que tinha passado pela gente. Quase no final daquela piramba vi o carro deslisando perigosamente de lado! Juro que ele só parou a um metro da borda da montanha... O cara tinha sangue frio... Admirei isso... eu tinha pulado fora! kkkkk

   Como se no dia não tivéssemos  tido grandes aventuras pegamos ainda, a uns 500 metros do asfalto, o pior barro do trajeto! Mas enfrentamos de boa e mesmo sem tomar banho fomos jantar né, porque ninguém é de ferro!

   Certamente este foi um dos melhores pedais que já fiz, tanto pelos desafios quanto pelas paisagens naturais que pudemos presenciar... Sem falar das companhias é claro né pessoal!!!

Dia 08, o retorno para casa!

   No dia anterior tivemos a providencial ajuda de uma WAP para desincrustar todo o barro das magrelas... Assim as embarcamos todas limpinhas para a volta! Fizemos uma viagem tranquila de retorno, sem muito trânsito mas com uma breve mas forte chuva perto de Itaú de Minas. Aproximadamente na metade do caminho de volta paramos para almoçar em um restaurante na beira da estrada... Lembra do X-EGG do Leandro? Então, agora ele conseguiu comer um com a ajuda do Pedro! (Fala ai Capitão! kkkkk). Seguinte, tem que ser no popular com a galera mesmo. Não adianta enfeitar que o rango não sai não. Vejam o meu caso. Estava com sede pedi uma água para o garçom da seguinte forma: "Amigo, vê uma água sem gás e na temperatura ambiente para mim". Nesta hora percebi olhares atravessados que partiam da mesa para mim. Sem entender nada mas com o sentimento que algo tinha acontecido fui prontamente socorrido pela Ciça com a singela expressão (Ela olhava para o garçom enquanto dizia) "sem gelo". kkkkk. Olha ai a última bola fora da ciclotrip! kkkkk. O garçom não entendeu o que era água na temperatura ambiente... Vixi. Falha nossa!!! kkkkk. Imagina só se não me zuaram um pouquinho! kkkkk Conclusão: Água na temperatura ambiente com X-EGG nem pensar!!! É pedir e passar fome! risos

   Depois disso continuamos o percurso e chegamos finalmente em Jaguariúna encerrando nossa aventura! Valeu demais pessoal!!! Foram muitas risadas, muita diversão e, principalmente, muito companheirismo e amizade em nosso pedal! Valeu Adriel, valeu Albert, valeu Ciça, valeu Jota, valeu Leandro, valeu Pedro, valeu Sebastião e valeu Zwi. Vocês foram supimpas! (nossa, existe esta palavra ainda? risos). Foi uma honra participar deste segundo CarnaCiclo na Serra da Canastra com vocês!

Cliquem na imagem acima para visualizarem as outras fotos!


Vejam os outros relatos desta aventura!


Blog do Pedro Barreto!

Fotos e GPS do Sebastião! [1] [2] 

Abração pessoal e até a próxima! 

Denis Rodrigues.


domingo, 18 de abril de 2010

Aventura na Serra da Canastra (Delfinópolis/MG)


Como surgiu a idéia?!

   Início de Fevereiro, Carnaval chegando, e eu ainda não tinha um destino para o feriadão. Vasculhando o meu e-mail, pasta spam, encontrei uma propaganda sobre uma pousada em Delfinópolis. Confesso que foi a primeira vez que ouvi (ou melhor, li!) sobre a cidade. Procurando no Google Maps olha só o que encontrei!


   A cidade fica as margens do Rio Grande, bem pertinho, da divisa com SP e com uma serra bem ao lado! Achei o lugar interessante e fiquei com vontade de conhecer. Assim a parte mais fácil (não foi tão fácil assim, confesso!) da viagem foi cumprida, defini o lugar onde iria passar o meu feriado! É legal fugir da "muvuca" do carnaval de vez em quando e fazer algo diferente... Nestas horas procuro sempre algum lugar interessante para conhecer onde possa conhecer pessoas, fazer amizades e explorar a região. Devido a beleza e tamanho do nosso país afinal a tarefa difícil é escolher entre os muitos destinos!

A escolha da pousada

   Acho que o título acima é meio enganoso, imagina só se eu, quase sem tempo e uma semana antes do Carnaval, iria ter a possibilidade de escolher alguma coisa! (risos) Mesmo assim eu tentei! e como já era previsto não consegui encontrar nada! Todas as pousadas estavam com lotação máxima ou com preços altíssimos devido ao feriado. Neste ponto pensei que o role "ia melar" como dizem alguns colegas, mas foi ai que tive a grande sacada! Decidi, vou acampar!

Piscina


A barraca, a bike e os equipamentos 

   Como queria acampar mas não tenho barraca tive que arrumar uma. Pensei até em comprar mas como o tempo estava apertado apelei para os contatos. Emprestei a barraca do meu primo, tive uma aula de 5 minutos sobre como montá-la, e assim fechei mais um item da viagem. Faltava agora listar e juntar tudo que tinha que levar,  colocar o suporte no carro e comprar algumas coisas para comer na viagem e durante os roles. Levei também o meu jogo de ferramentas para bike, a mochila de hidratação e as roupas para o pedal. Para não correr riscos, apesar do tempo quente, resolvi levar também uma coberta. Finalmente o sabadão chegou. Arrumei minhas coisas no carro e parti para a aventura! 

A viagem

   Saí de Campinas/SP as 6h00 da manhã e segui pela rodovia Campinas/Mogi até Mococa, na divisa do estado com Minas Gerais. Para ser mais correto a estrada muda de nome conforme as cidade passam, mas é só seguir direto por ela que se chega a Mococa. Até este ponto a estrada é muito tranquila, conta com duas faixas e mesmo no Carnaval estava com o trânsito tranquilo.

   De Mococa a Delfinópolis a estrada é de mão única e o asfalto não é tão bom assim. Encontrei inclusive alguns buracos na pista mas nada que complicasse a viagem. Inclusive achei que viajaria em um trecho muito pior do que encontrei... Abaixo seguem as distâncias percorridas:


   Distâncias entre a origem e o destino


Cidades Distância entre cidades Acumulada
Campinas 0 0,0
Jaguariúna 28,0 28,0
Mogi Mirim 36,0 64,0
Mogi Guaçu 7,5 71,5
Casa Branca 64,5 136,0
Mococa 37,0 173,0
Arceburgo 16,5 189,5
Monte Santo de Minas 26,5 216,0
São Sebastião do Paraíso 35,0 251,0
Pratápolis 22,0 273,0
Cássia 20,0 293,0
Delfinópolis 31,0 324,0
Pousada Águas de Santo Antônio 33,5 357,5

A chegada

    Até a cidade de Delfinópolis o caminho foi muito fácil, bastou atenção na placas e uma paradinha em Cássia para confirmar a rota, chegando sem maiores percalços. Da cidade até a pousada fazenda onde eu iria ficar a história foi um pouco diferente. Eu até tinha uma mapa detalhado do local mas faltou um navegador naquela hora! Eu tinha que dirigir, prestando atenção na estrada para não passar em nenhum buraco, tinha que acompanhar as distâncias no odômetro e no mapa e tinha que me atentar as placas de referência mencionadas... Como podem imaginar chegou uma hora que resolvi parar, pois não tinha certeza de mais nada sobre o caminho! Voltei para o mapa e comecei a procurar onde eu estava quando vi passando um senhor, morador local, em sua motinha. Pedi seu auxílio informando que estava indo em direção a cachoeira do Luquinha mas estava perdido. Conhecendo a região muito bem ele me disse que estava no caminho correto e que me guiaria até o povoado conhecido por Olhos D'água por onde eu deveria passar. até chegar ao meu destino. Fechei os vidros do carro e segui o senhor. Não sei se por conhecer muito bem o lugar ou pela destreza mesmo a motinho voava no estradão de terra! Acho que ele chegou a alcançar uns 65 km/h em uma das retas... Juro que vi a moto sair de traseira pelo menos uma vez em um banco de areia... No meu caso não passei dos 40 km/h mesmo! Mesmo assim, acompanhando a poeira que ele deixava pelo caminho, consegui segui-lo. Chegando no vilarejo agradeci e me despedi pois, ainda faltavam uns 12 km a percorrer!
    Neste dia cheguei no horário do almoço, comi a típica comida mineira e saí para o meu primeiro passeio pela região.

As cachoeiras

   No hotel fazenda onde acampei existe um conjunto de cachoeiras muito conhecido na região, as Cachoeiras do Luquinha. Elas formam um conjunto muito bonito de quedas d'água que, cercada pela vegetação típica de Cerrado, ficam ainda mais bonitas e interessantes. 


   Do ponto onde estava acampando até a primeira delas existe uma distância de quase 3 Km que resolvi fazer a pé na primeira vez. Andei debaixo de um Sol escaldante por quase meia hora antes de chegar a primeira delas.
   
   Como estava com bastante calor aproveitei para tomar um banho e para tirar muitas fotos do lugar. As cachoeiras são interligadas por trilhas (pelas quais não dava para pedalar mesmo!) e a mais bonita delas é a última! Nesta, conhecida como Luquinha 3 existe o maior poço delas, o chão é forrado com pedrinhas e areia e o lugar é ideal para nadar. Como era de se esperar, em um lugar tão preservado a água era cristalina. Nesta cachoeira que fiquei a maior parte do tempo e foi legal ficar sentado lá escutando a água cair e correr. Com as energias renovadas e feliz por ter a oportunidade de conhecer um lugar como aquele retornei a pousada pelo mesmo caminho.



Vale a pena viajar sozinho?

   Umas das coisas que mais gosto de fazer é viajar, adoro conhecer lugares diferentes, culturas diferentes e fazer amigos. Para esta viajem convidei alguns colegas mas por motivos diversos nenhum deles infelizmente pôde me acompanhar. Mesmo assim resolvi ir sozinho, pois nem sempre é possível sincronizar uma viagem com a disponibilidade do pessoal. Viajar sozinho tem aspectos negativos e um positivos. Um dos pontos negativos é que pode não ser tão legal quanto viajar com as pessoas (amigos/família) que você gosta. Corre-se o risco de chegar ao local e ficar "sem ambiente" tornando a viagem chata... Como me considero uma pessoa comunicativa neste caso o risco é menor. Neste passeio por exemplo, conheci 2 casais com os quais fiz amizade. Um deles mora na região de Ribeirão Preto e saia todo os dias de manhã para conhecer as cachoeiras da região, não gostavam tanto de aventuras mas adoravam passear! Já o segundo casal que conheci, o Molina e a Shirley eram mais aventureiros como eu. Conversamos bastante durante o jantar sobre as nossas viagens. Eles me contaram sobre os passeios que já fizeram por aquela região dirigindo, as vezes, mais de 100 km por estradas de terra! Falamos inclusive das aventuras do Molina e a sua gaiola (para quem não sabe, como eu não sabia, gaiola é uma tipo de carro off-road onde uma estrutura é montada sobre um chassi... Alguns chamam este carros de Baja se não me engano...) pelas estradas de terra do norte de SP e sul de Minas. Eles conheciam bem a região tendo inclusive se aventurado pela parte alta da serra, perto da nascente do rio São Francisco, onde dizem que é possível encontrar cachoeiras margeando a estrada! Adoraria encontrá-los novamente em alguma de minhas aventuras para conversarmos novamente... Quanto ao questionamento do título acredito que cada um vai ter sua resposta para a questão!


O pedal pela serra e o retorno às cachoeiras

   No dia seguinte tomei meu café da manhã, e que café da manhã!, e me preparei para o meu pedal pela serra da Canastra. Na noite passada obtive a indicação de um caminho muito legal, no qual poderia subir a serra partindo do vilarejo de Olhos D´água.


Coloquei a bike no carro e me dirigi para lá. Cheguei ao posto de combustível, de onde saia a trilha que queria percorrer, estacionei o carro, arrumei minhas coisas lembrando de levar bastante água porque o dia estava bem quente. Já no princípio percebi um diferença em relação as trilhas que estou acostumado a pedalar, lá o chão tem muito cascalho o que dificulta o pedal! Sem falar é claro nas subidas que apareciam uma após a outra na minha frente! 



   No começo achei a paisagem bem normal, pois estava pedalando entre as plantações das fazendas mas quanto mais subia mais interessante ficava o lugar. A vegetação original do Cerrado foi tomando seu lugar de direito na paisagem e, como não parava de subir, fui enxergando cada vez mais longe. Depois de uma subida muito forte resolvi parar e descansar um pouco, aproveitei também para tirar algumas fotos da região. Do ponto onde me encontrava consegui enxergar a cidade e o rio Grande que lá de cima ficaram muito bonitos. Neste dia, após retornar para o almoço, ainda aproveitei para visitar novamente as cachoeiras e, no final da tarde, ainda aproveitei a piscina da fazenda que estava com a água muito boa depois de um dia todo de Sol.


  
O Retorno para casa

   Depois de minhas andanças pela região infelizmente chegou a hora do retorno. Me despedi dos colegas que conheci, do pessoal da fazenda, que foram o tempo todo muito prestativos e atenciosos, e pequei a estrada novamente. Fiquei impressionado com a beleza natural do Sul de Minas, com o rio Grande e com as paisagens que ia observando no caminho de volta. 


   Tive que enfrentar novamente os 35 km de estrada de terra, cruzei outra vez o Rio Grande de balsa e desci pelas montanhas cafeeiras rumo a divisa do estado. Entrando em SP novamente fiquei imaginando quando será a próxima vez que irei retornar.